Hugo Manso,
Viemos exigir do candidato ao Senado, pelo Partido dos Trabalhadores, que apresente o programa do Partido e a pauta dos trabalhadores no Programa Eleitoral, pois não adianta ganharmos as eleições sem levarmos as nossas pautas e buscando concretizar sonhos, sensibilizando corações e mentes, assim temos em nossa agenda:
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salário;
- Por Reforma Agrária: atualização do índice de produtividade e limitação da propriedade;
- Para que os recursos do Pré-sal sejam destinados ao fim da desigualdade social: Petrobrás 100% Estatal;
- Por uma reforma política: Constituinte Exclusiva para Reforma Política.
Reafirmamos nosso engajamento na campanha da companheira Dilma e do Companheiro Hugo, além de encampar a luta dos nossos aliados históricos, entretanto nossa luta, suor e sangue, só tem sentido com nossa pauta, em defesa dos trabalhadores, discriminados e oprimidos socio-economicamente.
Saudações Socialistas,
Juventude da Articulação de Esquerda!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ex-menina de rua de SP estuda Medicina em Cuba
(Texto retirado do Blog do Kotscho)
Ex-menina de rua de SP estuda Medicina em Cuba
Graças a alguns “papa-hóstias”, como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.
É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.
Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.
A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.
Para: Ricardo Kotscho
Olá!!!
Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.
Gosto do seu blog, vou tentar acessar nele em Cuba.
Abraços
Gisele Antunes
***
Só mais uma brasileira
Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.
Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.
Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.
Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.
Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.
Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.
A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.
As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.
Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.
Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.
Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.
Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.
Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?
Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.
Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.
A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.
Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.
Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.
Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.
Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.
Gisele Antunes Rodrigues
Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)
Ex-menina de rua de SP estuda Medicina em Cuba
Graças a alguns “papa-hóstias”, como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.
É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.
Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.
A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.
Para: Ricardo Kotscho
Olá!!!
Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.
Gosto do seu blog, vou tentar acessar nele em Cuba.
Abraços
Gisele Antunes
***
Só mais uma brasileira
Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.
Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.
Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.
Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.
Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.
Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.
A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.
As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.
Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.
Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.
Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.
Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.
Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?
Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.
Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.
A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.
Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.
Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.
Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.
Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.
Gisele Antunes Rodrigues
Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O Projeto do Serra não é o nosso!
A lenda dos sem-programa
Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem as vozes dizendo que as identidades entre Serra e Lula seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito. São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O artigo é de Artur Araújo.
Artur Araújo
A operação de marquetagem “Serra-continuador-de-Lula” vem tendo sucesso nas hostes jornalísticas. Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem, dizendo que as identidades seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa.
Que veículos de comunicação partidarizados assim procedam, é do jogo. Interessa-lhes dar guarida à linha de marketing de seu candidato e criar uma pauta que confunda os adversários. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito.
São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O primeiro é uma avaliação realista do que foram e são as gestões de Serra em São Paulo (a municipal prossegue através de procurador). Geração contínua de reservas de caixa, aplicadas a juros amigos da banca, e estrangulamento financeiro e de gestão dos serviços públicos - educação, saúde, segurança, transportes - sintetizam o modo tucano de governar.
Muito emblemática foi a recusa de Serra e Kassab, ao longo de 2009, a pôr em prática qualquer ação de viés anticíclico. Às eficazes medidas do governo federal – injeção de liquidez, expansão do crédito via bancos públicos, desonerações tributárias emergenciais, estímulo explícito ao consumo das famílias – retrucaram com crítica contínua e inação continuada.
Um segundo indicador da existência do Programa Serra são as “análises” emitidas por seu entorno. Bastou o Brasil demonstrar o acerto da política de combate à crise proposta por Lula, que nos livrou do retrocesso econômico e social bem antes dos países capitalistas centrais, que a grita se estabeleceu.
Abundam artigos, palestras e entrevistas de “economistas” que narram o apocalipse às portas. Para eles, o Brasil tem “limitantes estruturais” de crescimento e a retomada do desenvolvimento é o caminho para a ruína. Um deles pontifica que, além do limite de crescimento do PIB à taxa de 3,5% ao ano, devemos aceitar que a taxa de desemprego não pode ser menor que 9%. Tudo além disso, em aumento de produção e consumo – ou aquém disso, como mais brasileiros dignamente empregados –, seria inflacionário e desestruturante. Passaram décadas a pregar o “livre” comércio e a desindustrialização do país, defendendo a abertura sem peias às importações e demonizando qualquer tentativa de políticas industriais. Agora são campeões do “equilíbrio das contas externas” e da “revisão do câmbio”.
Essa “turma dos com-programa” se recusa a tratar o aquecimento da economia com choque de oferta e com superação de gargalos – de infraestrutura e de formação de mão-de-obra especializada –, lançando mão da indução ou da ação direta do Estado. É a velha “turma dos 30%”, os que descobriram um jeitinho de ganhar muito dinheiro com a inclusão, no mercado e na sociedade, de apenas uma parcela dos brasileiros e de uma parte do território nacional. A eles, muito juro, zero risco e gordos honorários, por prestação de serviços aos EUA e à União Européia. Aos excluídos, nem as batatas. Talvez um “programa social focado”, que os mantenha dóceis como exército de reserva e espantalho de ameaça aos salários.
O terceiro elemento que nega a falta de programa – e qualquer identidade programática entre Serra e Dilma – é a trajetória internacional da social-democracia “clássica”. Há muito mais semelhanças - ideológicas, políticas, até mesmo estéticas - do que eventuais diferenças entre FHC e Serra, como querem fazer crer os marqueteiros do tucanato. E basta um rápido olhar em direção ao trabalhismo inglês, ou uma mirada de relance no que fizeram os socialistas franceses e espanhóis, desde a década de 1980, para que se compreenda o que é o PSDB.
Se ainda persistem dúvidas sobre a rendição dos social-democratas ao neoliberalismo, a leitura dos jornais as esclarece, dando conta do que pensa e pratica essa corrente. Fomentaram a desregulamentação dos mercados europeus, tentaram desmontar o “Estado de Bem Estar”, deram carta de alforria à alta finança, estimularam bolhas de crédito e imobiliárias. Quando a orgia de capital fictício ficou impotente, endividaram irresponsavelmente seus governos, para socializar os prejuízos da banca.
Assim que seus amigos de Wall Street e da City londrina colocaram em dúvida a solvência da Grécia, da Espanha, de Portugal, entre muitos outros, não hesitaram em descarregar a fatura no lombo dos trabalhadores: redução de salários, corte de benefícios, aumento do imposto sobre o consumo, redução de aposentadorias, diminuição de serviços públicos.
A estratégia do Serrinha Paz & Amor tem dado mostras de fadiga. Tensionado pelo insucesso e pela pressão contínua de seu entorno, o candidato testa limites e reorientações. Já andou desenterrando a ALCA; como Ms. Clinton, não gostou do Acordo de Teerã; parece que pretende invadir a Bolívia, para lá fazer o que sua polícia não fez em São Paulo. Nesses momentos afloram os traços do que Serra pensa e quer do Brasil.
O ruído entre o que prega a campanha e o que elucubra o candidato se faz ouvir e dá mostras do programa que se quer ocultar. É um programa de uma perna só – a mais completa e desabrida hegemonia das finanças e do capital a serviço do Império. Quase um saci. E, como o saci, também é uma lenda o Serra Sem-Programa.
(*) Artur Araújo é consultor especializado em gestão pública e empresarial
Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem as vozes dizendo que as identidades entre Serra e Lula seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito. São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O artigo é de Artur Araújo.
Artur Araújo
A operação de marquetagem “Serra-continuador-de-Lula” vem tendo sucesso nas hostes jornalísticas. Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem, dizendo que as identidades seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa.
Que veículos de comunicação partidarizados assim procedam, é do jogo. Interessa-lhes dar guarida à linha de marketing de seu candidato e criar uma pauta que confunda os adversários. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito.
São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O primeiro é uma avaliação realista do que foram e são as gestões de Serra em São Paulo (a municipal prossegue através de procurador). Geração contínua de reservas de caixa, aplicadas a juros amigos da banca, e estrangulamento financeiro e de gestão dos serviços públicos - educação, saúde, segurança, transportes - sintetizam o modo tucano de governar.
Muito emblemática foi a recusa de Serra e Kassab, ao longo de 2009, a pôr em prática qualquer ação de viés anticíclico. Às eficazes medidas do governo federal – injeção de liquidez, expansão do crédito via bancos públicos, desonerações tributárias emergenciais, estímulo explícito ao consumo das famílias – retrucaram com crítica contínua e inação continuada.
Um segundo indicador da existência do Programa Serra são as “análises” emitidas por seu entorno. Bastou o Brasil demonstrar o acerto da política de combate à crise proposta por Lula, que nos livrou do retrocesso econômico e social bem antes dos países capitalistas centrais, que a grita se estabeleceu.
Abundam artigos, palestras e entrevistas de “economistas” que narram o apocalipse às portas. Para eles, o Brasil tem “limitantes estruturais” de crescimento e a retomada do desenvolvimento é o caminho para a ruína. Um deles pontifica que, além do limite de crescimento do PIB à taxa de 3,5% ao ano, devemos aceitar que a taxa de desemprego não pode ser menor que 9%. Tudo além disso, em aumento de produção e consumo – ou aquém disso, como mais brasileiros dignamente empregados –, seria inflacionário e desestruturante. Passaram décadas a pregar o “livre” comércio e a desindustrialização do país, defendendo a abertura sem peias às importações e demonizando qualquer tentativa de políticas industriais. Agora são campeões do “equilíbrio das contas externas” e da “revisão do câmbio”.
Essa “turma dos com-programa” se recusa a tratar o aquecimento da economia com choque de oferta e com superação de gargalos – de infraestrutura e de formação de mão-de-obra especializada –, lançando mão da indução ou da ação direta do Estado. É a velha “turma dos 30%”, os que descobriram um jeitinho de ganhar muito dinheiro com a inclusão, no mercado e na sociedade, de apenas uma parcela dos brasileiros e de uma parte do território nacional. A eles, muito juro, zero risco e gordos honorários, por prestação de serviços aos EUA e à União Européia. Aos excluídos, nem as batatas. Talvez um “programa social focado”, que os mantenha dóceis como exército de reserva e espantalho de ameaça aos salários.
O terceiro elemento que nega a falta de programa – e qualquer identidade programática entre Serra e Dilma – é a trajetória internacional da social-democracia “clássica”. Há muito mais semelhanças - ideológicas, políticas, até mesmo estéticas - do que eventuais diferenças entre FHC e Serra, como querem fazer crer os marqueteiros do tucanato. E basta um rápido olhar em direção ao trabalhismo inglês, ou uma mirada de relance no que fizeram os socialistas franceses e espanhóis, desde a década de 1980, para que se compreenda o que é o PSDB.
Se ainda persistem dúvidas sobre a rendição dos social-democratas ao neoliberalismo, a leitura dos jornais as esclarece, dando conta do que pensa e pratica essa corrente. Fomentaram a desregulamentação dos mercados europeus, tentaram desmontar o “Estado de Bem Estar”, deram carta de alforria à alta finança, estimularam bolhas de crédito e imobiliárias. Quando a orgia de capital fictício ficou impotente, endividaram irresponsavelmente seus governos, para socializar os prejuízos da banca.
Assim que seus amigos de Wall Street e da City londrina colocaram em dúvida a solvência da Grécia, da Espanha, de Portugal, entre muitos outros, não hesitaram em descarregar a fatura no lombo dos trabalhadores: redução de salários, corte de benefícios, aumento do imposto sobre o consumo, redução de aposentadorias, diminuição de serviços públicos.
A estratégia do Serrinha Paz & Amor tem dado mostras de fadiga. Tensionado pelo insucesso e pela pressão contínua de seu entorno, o candidato testa limites e reorientações. Já andou desenterrando a ALCA; como Ms. Clinton, não gostou do Acordo de Teerã; parece que pretende invadir a Bolívia, para lá fazer o que sua polícia não fez em São Paulo. Nesses momentos afloram os traços do que Serra pensa e quer do Brasil.
O ruído entre o que prega a campanha e o que elucubra o candidato se faz ouvir e dá mostras do programa que se quer ocultar. É um programa de uma perna só – a mais completa e desabrida hegemonia das finanças e do capital a serviço do Império. Quase um saci. E, como o saci, também é uma lenda o Serra Sem-Programa.
(*) Artur Araújo é consultor especializado em gestão pública e empresarial
Tem hora que a poesia sintetiza...
Estes dias completei mais um ano em minha vida, e recebi de uma amiga o primeiro livro de poesia do Pablo Neruda, Crepusculário, e ali me reencontrei:
Tengo Miedo
Tengo miedo. La tarde es gris y la tristeza
del cielo se abre como una boca de muerto.
Tiene mi corazón un llanto de princesa
olvidada en el fondo de un palacio desierto.
Tengo miedo. Y me siento tan cansado y pequeño
que reflejo la tarde sin meditar en ella.
(En mi cabeza enferma no ha que caber un sueño
así como en el cielo no ha cabido una estrella.)
Sin enbargo en mis ojos una pregunta existe
y hay un grito em mi boca que mi boca no grita.
No hay oído en la tierra que oiga mi queja triste
abandonada en medio de la tierra infinita!
Se muere el universo de una calma agonía
sin la fiesta del sol o el crepúsculo verde.
Agoniza Saturno como una pena mía,
la tierra es una fruta negra que le cielo muerde.
Y por la vastedad del vacío van ciegas
las nubes de la tarde, como barcas perdidas
que escondieran estrellas rotas en sus bodegas.
Y la muerte del mundo cae sobre mi vida.
Pablo Neruda, chileno (1904 - 1973).
Tengo Miedo
Tengo miedo. La tarde es gris y la tristeza
del cielo se abre como una boca de muerto.
Tiene mi corazón un llanto de princesa
olvidada en el fondo de un palacio desierto.
Tengo miedo. Y me siento tan cansado y pequeño
que reflejo la tarde sin meditar en ella.
(En mi cabeza enferma no ha que caber un sueño
así como en el cielo no ha cabido una estrella.)
Sin enbargo en mis ojos una pregunta existe
y hay un grito em mi boca que mi boca no grita.
No hay oído en la tierra que oiga mi queja triste
abandonada en medio de la tierra infinita!
Se muere el universo de una calma agonía
sin la fiesta del sol o el crepúsculo verde.
Agoniza Saturno como una pena mía,
la tierra es una fruta negra que le cielo muerde.
Y por la vastedad del vacío van ciegas
las nubes de la tarde, como barcas perdidas
que escondieran estrellas rotas en sus bodegas.
Y la muerte del mundo cae sobre mi vida.
Pablo Neruda, chileno (1904 - 1973).
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Astrologia, num nego, leio e acompanho!
olha só, e forme o seu par:
Como é o namorado de cada signo?
Publicado em: 9 de junho de 2010
Leoninos adoram ser elogiados. Cancerianos precisam de segurança. Sagitarianos prezam a liberdade. Você sabia que cada signo tem uma visão específica de relacionamento? Conheça as necessidades e desejos de cada perfil do zodíaco para entender as expectativas do seu bem-querer. E seja feliz a dois!
Áries
As pessoas de Áries dão muito valor à vida sexual do casal e não gostam de serem contrariadas. Gente que cobre muita atenção de sua parte, restrinja sua liberdade pessoal ou tenha ciúme exagerado não faz o seu tipo. Porém, os próprios arianos são ciumentos. Faça com que se sinta poderoso.
Touro
Os taurinos tendem à fidelidade e dão atenção à vida material do parceiro. Adoram programas sofisticados e ganhar presentes. Querem ser valorizados, gostam muito de sexo e são ciumentos. Procure fazer com que se sintam seguros e em uma relação estável, pois eles não gostam de pessoas inconstantes ou que joguem charme para os outros.
Gêmeos
Quem é de Gêmeos gosta de pessoas que tenham atributos intelectuais, saibam conversar e não deixem a relação cair no tédio. Gente pegajosa não tem a menor chance, pois eles precisam de espaço para suas amizades pessoais e não querem ser controlados. Tenha sempre um assunto diferente, uma notícia para contar ou um novo passeio ou programa, porque eles querem ser estimulados de todas as formas.
Câncer
As pessoas de Câncer precisam de segurança emocional e se você não trouxer isso para sua vida é melhor nem tentar manter uma relação com eles. São fiéis e isto é da maior importância. Tendem a querer constituir uma família e ter filhos. Assim, o casamento é uma conseqüência natural do relacionamento. Eles dão atenção ao modo como a sua vida doméstica é estruturada, pois isto dirá muito sobre como será o lar de vocês no futuro.
Leão
Os leoninos querem ser elogiados e reconhecidos por suas aptidões naturais. São fiéis e gostam de relacionamentos calorosos; ai de você se não lhe der a devida atenção ou flertar com outra pessoa. Nunca descuide da aparência, não cometa gafes e evite fracassar nas suas atividades pessoais. Eles querem se sentir importantes e vinculados a alguém que demonstra ser especial, com os atributos necessários para fazer parte da vida deles.
Virgem
Quem é de Virgem dará sempre muita atenção ao modo como sua vida está organizada e estruturada. Eles não gostam de pessoas desleixadas e que não cumpram suas responsabilidades. São fiéis e preocupados com a vida profissional do parceiro. Procure demonstrar atenção com detalhes, pois eles não gostam de nada que seja deixado ao acaso. O modo como as questões materiais são encaradas é de suma importância.
Você é machista na cama? Faça o teste aqui!
Libra
As pessoas de Libra gostam de pessoas educadas e refinadas, que não cometam gafes e saibam se portar em reuniões sociais. Procure vestir-se sempre com elegância, pois eles detestam pessoas desleixadas ou extravagantes. São fiéis e a reciprocidade é o princípio que orienta suas vidas. O casamento tende a ser o desdobramento natural de toda relação afetiva na qual tomem parte.
Escorpião
Os escorpianos gostam de pessoas sedutoras e que pratiquem muito sexo. Adoram envolver-se com quem cultiva uma certa aura de mistério e precisam de provocações e estímulos que apimentem a relação. São muito ciumentos e possessivos. Para eles, a entrega na relação tem que ser de corpo e alma. Odeiam pessoas melosas e frágeis, pois querem um parceiro forte e seguro psicologicamente.
Sagitário
Quem é de Sagitário detesta parceiros que fiquem tolhendo a sua liberdade pessoal e controlando tudo o que fazem. Dê sempre muito espaço e não cobre atenção em demasia; por incrível que pareça, esta é a melhor forma de fisgá-los. Quanto mais você demonstrar que a união de vocês não acarretará restrições à sua vida, mais eles valorizarão você como parceiro. Gostar de viajar, viver aventuras e praticar muito sexo é fundamental. Se você é do tipo carente e que precisa de atenção o tempo todo, eles não saberão como lidar com isso.
Capricórnio
As pessoas de Capricórnio são muito atentas à vida material e profissional dos seus parceiros e não gostam de pessoas demasiadamente humildes ou que se contentem com pouco. Não são de demonstrar o afeto enfaticamente e detestam pessoas frágeis emocionalmente. A responsabilidade com que você conduz a sua vida é fundamental para eles. Procure mostrar-se focado em seus objetivos pessoais e concentre-se nas suas ambições.
Aquário
Os aquarianos querem um parceiro original e independente, que tenha um comportamento mais antenado com os tempos atuais e seja inteligente. Não gostam de pessoas muito pegajosas ou carentes, pois não são dados a demonstrações enfáticas de afeto ou ciúme. Se você é do tipo tradicional, eles não foram feitos para você. Eles admiram quem está engajado em alguma causa, tenha muitos amigos e não seja demasiadamente caseiro.
Peixes
As pessoas de Peixes são sensíveis e o relacionamento tem de ser intenso do ponto de vista emocional. Tendem ao romantismo e não gostam de pessoas que fiquem apontando seus defeitos e falhas, afinal, o amor para eles é incondicional. Se você é muito materialista ou preocupado com o lado prático da vida, este não será o relacionamento ideal. Busque ser generoso, pois eles detestam pessoas ligadas a mesquinharias ou muito apegadas ao dinheiro.
Dimitri Camiloto é astrólogo do Estrela Guia.
Como é o namorado de cada signo?
Publicado em: 9 de junho de 2010
Leoninos adoram ser elogiados. Cancerianos precisam de segurança. Sagitarianos prezam a liberdade. Você sabia que cada signo tem uma visão específica de relacionamento? Conheça as necessidades e desejos de cada perfil do zodíaco para entender as expectativas do seu bem-querer. E seja feliz a dois!
Áries
As pessoas de Áries dão muito valor à vida sexual do casal e não gostam de serem contrariadas. Gente que cobre muita atenção de sua parte, restrinja sua liberdade pessoal ou tenha ciúme exagerado não faz o seu tipo. Porém, os próprios arianos são ciumentos. Faça com que se sinta poderoso.
Touro
Os taurinos tendem à fidelidade e dão atenção à vida material do parceiro. Adoram programas sofisticados e ganhar presentes. Querem ser valorizados, gostam muito de sexo e são ciumentos. Procure fazer com que se sintam seguros e em uma relação estável, pois eles não gostam de pessoas inconstantes ou que joguem charme para os outros.
Gêmeos
Quem é de Gêmeos gosta de pessoas que tenham atributos intelectuais, saibam conversar e não deixem a relação cair no tédio. Gente pegajosa não tem a menor chance, pois eles precisam de espaço para suas amizades pessoais e não querem ser controlados. Tenha sempre um assunto diferente, uma notícia para contar ou um novo passeio ou programa, porque eles querem ser estimulados de todas as formas.
Câncer
As pessoas de Câncer precisam de segurança emocional e se você não trouxer isso para sua vida é melhor nem tentar manter uma relação com eles. São fiéis e isto é da maior importância. Tendem a querer constituir uma família e ter filhos. Assim, o casamento é uma conseqüência natural do relacionamento. Eles dão atenção ao modo como a sua vida doméstica é estruturada, pois isto dirá muito sobre como será o lar de vocês no futuro.
Leão
Os leoninos querem ser elogiados e reconhecidos por suas aptidões naturais. São fiéis e gostam de relacionamentos calorosos; ai de você se não lhe der a devida atenção ou flertar com outra pessoa. Nunca descuide da aparência, não cometa gafes e evite fracassar nas suas atividades pessoais. Eles querem se sentir importantes e vinculados a alguém que demonstra ser especial, com os atributos necessários para fazer parte da vida deles.
Virgem
Quem é de Virgem dará sempre muita atenção ao modo como sua vida está organizada e estruturada. Eles não gostam de pessoas desleixadas e que não cumpram suas responsabilidades. São fiéis e preocupados com a vida profissional do parceiro. Procure demonstrar atenção com detalhes, pois eles não gostam de nada que seja deixado ao acaso. O modo como as questões materiais são encaradas é de suma importância.
Você é machista na cama? Faça o teste aqui!
Libra
As pessoas de Libra gostam de pessoas educadas e refinadas, que não cometam gafes e saibam se portar em reuniões sociais. Procure vestir-se sempre com elegância, pois eles detestam pessoas desleixadas ou extravagantes. São fiéis e a reciprocidade é o princípio que orienta suas vidas. O casamento tende a ser o desdobramento natural de toda relação afetiva na qual tomem parte.
Escorpião
Os escorpianos gostam de pessoas sedutoras e que pratiquem muito sexo. Adoram envolver-se com quem cultiva uma certa aura de mistério e precisam de provocações e estímulos que apimentem a relação. São muito ciumentos e possessivos. Para eles, a entrega na relação tem que ser de corpo e alma. Odeiam pessoas melosas e frágeis, pois querem um parceiro forte e seguro psicologicamente.
Sagitário
Quem é de Sagitário detesta parceiros que fiquem tolhendo a sua liberdade pessoal e controlando tudo o que fazem. Dê sempre muito espaço e não cobre atenção em demasia; por incrível que pareça, esta é a melhor forma de fisgá-los. Quanto mais você demonstrar que a união de vocês não acarretará restrições à sua vida, mais eles valorizarão você como parceiro. Gostar de viajar, viver aventuras e praticar muito sexo é fundamental. Se você é do tipo carente e que precisa de atenção o tempo todo, eles não saberão como lidar com isso.
Capricórnio
As pessoas de Capricórnio são muito atentas à vida material e profissional dos seus parceiros e não gostam de pessoas demasiadamente humildes ou que se contentem com pouco. Não são de demonstrar o afeto enfaticamente e detestam pessoas frágeis emocionalmente. A responsabilidade com que você conduz a sua vida é fundamental para eles. Procure mostrar-se focado em seus objetivos pessoais e concentre-se nas suas ambições.
Aquário
Os aquarianos querem um parceiro original e independente, que tenha um comportamento mais antenado com os tempos atuais e seja inteligente. Não gostam de pessoas muito pegajosas ou carentes, pois não são dados a demonstrações enfáticas de afeto ou ciúme. Se você é do tipo tradicional, eles não foram feitos para você. Eles admiram quem está engajado em alguma causa, tenha muitos amigos e não seja demasiadamente caseiro.
Peixes
As pessoas de Peixes são sensíveis e o relacionamento tem de ser intenso do ponto de vista emocional. Tendem ao romantismo e não gostam de pessoas que fiquem apontando seus defeitos e falhas, afinal, o amor para eles é incondicional. Se você é muito materialista ou preocupado com o lado prático da vida, este não será o relacionamento ideal. Busque ser generoso, pois eles detestam pessoas ligadas a mesquinharias ou muito apegadas ao dinheiro.
Dimitri Camiloto é astrólogo do Estrela Guia.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Em defesa do SUS!!!
Prefeitura de Natal privatiza serviço de saúde por quase R$ 6.000,000,00
Os serviços de saúde na nossa cidade, há anos, não funcionam de forma satisfatória e o caminho para solucionar o problema não é a privatização, ou seja, entregar para empresas privadas a responsabilidade do pleno funcionamento da rede pública de saúde.
Infelizmente a Gestão da Prefeita Micarla caminha neste sentido. Depois de tentar privatizar a distribuição dos medicamentos em Natal, além de apresentar ao Conselho Municipal de Saúde - CMS uma proposta de terceirização da rede laboratorial, agora, formaliza um ataque frontal ao SUS com a privatização da UPA - Unidade de Pronto Atendimento de Pajuçara.
Na véspera do feriado de Corpus Cristi, a pedido da Prefeita Micarla, a Câmara dos Vereadores aprovou Lei, que autoriza o serviço público ser gerenciado e executado por empresa privada, golpeando os movimentos sociais, frustrando a nomeação dos concursados e decepcionando os servidores que há mais de 01 ano vinham participando do processo de organização da UPA. A empresa pernambucana foi contratada por quase R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), embora a UPA tenha sido construída e equipada com dinheiro público.
Apesar de existir na rede, centenas de profissionais capacitados para administrar a UPA e compor a sua equipe, a empresa contratou profissionais sem concurso e está autorizada a gastar o dinheiro público sem licitação, favorecendo a corrupção e dificultando o controle social.
Quando esse modelo de gestão foi adotado em São Paulo custou caro ao povo. Além disso, aprovararm uma lei que as OS - Organizações Sociais poderiam cobrar 25% do valor dos serviços.
Exigimos que o serviço público seja gerenciado por servidores públicos; o cancelamento do contrato com a empresa pernambucana e a revogação da Lei das OS.
Pela abertura da UPA com profissionais concursados e 100% pública! A nossa luta é todo dia, Saúde não é mercadoria.
Não nos calamos frente à atitude autoritária da Prefeitura. Privatizar a Gestão do SUS faz mal a Saúde!
Fórum em Defesa da Saúde Pública e de Qualidade.
Os serviços de saúde na nossa cidade, há anos, não funcionam de forma satisfatória e o caminho para solucionar o problema não é a privatização, ou seja, entregar para empresas privadas a responsabilidade do pleno funcionamento da rede pública de saúde.
Infelizmente a Gestão da Prefeita Micarla caminha neste sentido. Depois de tentar privatizar a distribuição dos medicamentos em Natal, além de apresentar ao Conselho Municipal de Saúde - CMS uma proposta de terceirização da rede laboratorial, agora, formaliza um ataque frontal ao SUS com a privatização da UPA - Unidade de Pronto Atendimento de Pajuçara.
Na véspera do feriado de Corpus Cristi, a pedido da Prefeita Micarla, a Câmara dos Vereadores aprovou Lei, que autoriza o serviço público ser gerenciado e executado por empresa privada, golpeando os movimentos sociais, frustrando a nomeação dos concursados e decepcionando os servidores que há mais de 01 ano vinham participando do processo de organização da UPA. A empresa pernambucana foi contratada por quase R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), embora a UPA tenha sido construída e equipada com dinheiro público.
Apesar de existir na rede, centenas de profissionais capacitados para administrar a UPA e compor a sua equipe, a empresa contratou profissionais sem concurso e está autorizada a gastar o dinheiro público sem licitação, favorecendo a corrupção e dificultando o controle social.
Quando esse modelo de gestão foi adotado em São Paulo custou caro ao povo. Além disso, aprovararm uma lei que as OS - Organizações Sociais poderiam cobrar 25% do valor dos serviços.
Exigimos que o serviço público seja gerenciado por servidores públicos; o cancelamento do contrato com a empresa pernambucana e a revogação da Lei das OS.
Pela abertura da UPA com profissionais concursados e 100% pública! A nossa luta é todo dia, Saúde não é mercadoria.
Não nos calamos frente à atitude autoritária da Prefeitura. Privatizar a Gestão do SUS faz mal a Saúde!
Fórum em Defesa da Saúde Pública e de Qualidade.
sábado, 5 de junho de 2010
Solidariedade ao Povo Palestino através de Carta Amiga!
Amigos,
Ontem foi um dia de grande tristeza aqui na Palestina. Comos vocês já devem estar sabendo, Israel atacou os navios que levavam dez mil toneladas de ajuda humanitaria pra Faixa de Gaza, que sofre de bloqueio total há mais de três anos. Ando acompanhando as informações que saem no Brasil pela internet e acredito que tem muita coisa chegando até vocês, mas queria fazer o relato de quem está vendo isso tudo “do lado de cá”.
Pra justificar esse ataque bárbaro, que só pode ser classificado de terrorista, Israel está usando as desculpas de sempre. Segundo a declaração oficial que circula nas embaixadas de Israel do mundo inteiro, os soldados foram “atacados” pelos passageiros dos navios e abriu fogo “em legítima defesa”. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligencia vê o absurdo dessa afirmação. O exército israelense ATACOU com barcos, helicópteros e soldados armados um grupo de pessoas desarmadas, em águas internacionais, matando pelo menos dez e ferindo dezenas de pessoas. Me digam como é possível o governo israelense dizer que:
1- Israel tem o direito de proteger seu território de invasões estrangeiras (Mas o barco não estava em águas internacionais?)
2- os soldados israelenses têm o direito de se defender (Desde quando atacar um grupo pacifista não armado pode ser chamado de legítima defesa?)
Como se essas mentiras não fossem suficiente, Israel ainda acrescentou que os ativistas “não eram pacifistas, estavam armados e, o pior de tudo, eram terroristas ligados ao Hamas e talvez até a Al-Qaeda”. E, pra finalizar, que “não existe crise humanitária em Gaza” e que os navios não estavam levando ajuda humanitária e sim “fornecendo material ao Hamas”.
Depois desse festival de mentiras, vamos à algumas verdades:
-os 750 ativistas tinham entre 1 et 85 anos, incluindo uma ganhadora do prêmio nobel e um sobrevivente do holocausto e nenhum estava armado;
-as dez mil toneladas de ajuda humanitária incluía comida, remédios, dezenas de cadeiras de rodas e cimento ( que faz parte da lista de material proibido de entrar em Gaza);
-segundo o relato da brasileira que estava em um dos navios, os soldados já chegaram atirando e mirando a cabeça dos ativistas;
-Israel confiscou todas as camêras e telefones celulares dos ativistas pra impedir que qualquer imagem do ataque seja mostrada ao mundo (por enquanto só as imagens filmadas, e manipuladas, pelo exército israelense chegaram à mídia);
- foi totalmente proíbida a entrada de qualquer jornalista no porto de Ashdod, pra onde os barcos foram levados. Só Israel tem o direito de mandar (e manipular) as informações que chegam na mídia do mundo todo;
-os ativitistas, depois de terem sofrido esse ataque brutal e ter visto seus amigos serem mortos e feridos, foram levados imediatamente pra prisão de Beersheva, uma das piores do país. Os consulados do seus respectivos paises foram proibidos de entrar em contato com eles até hoje de manhã. Antes de deportá-los, Israel está tentando forçá-los a assinar declarações dizendo que eles entraram ilegalmente no país. Assim, os ativistas deixam de ser as vítimas e passam a ser criminosos;
-duas figuram emblemáticas da resitência não-violenta palestina se encontravam dentro de um dos navios: Sheikh Salah, um líder religioso, e Hwwaida, a fundadora do ISM (Movimento de Solidariedade Internacional). A história que corre por aqui é que o exército israelense atacou o navio com a clara intenção de eliminá-los. Até agora não se sabe ao certo o que aconteceu com os dois, já que a lista de mortos ainda não foi divulgada. Segundo algumas fontes Sheikh Salar foi baleado na cabeça e se encontra em um hospital israelense mas a informação ainda não foi confirmada.
Aqui todos esperavam ansiosamente a chegada dos navios e as notícias do ataque deixou a população em estado de choque. Foi decretado três dias de luto e a Palestina está parada. Ontem Israel fechou o check-point de Qalandia, o maior da Cijordânia, pra impedir que “terroristas palestinos entrem em Jerusalém”. Houve manifestações pacíficas em várias cidades daqui e todas foram violentamente reprimidas pelo exército israelense. Aqui em Belém a passeata que saiu da Igreja da Natividade em direção ao check-point foi interrompida no meio. Os soldados israelenses anunciaram que atirariam em qualquer pessoa que se aproximasse do check-point. Em Qalandia os manifestantes foram recebidos com granadas de gás lacrimogênio. Uma ativista americana foi ferida com uma das granadas. Segundo testemunhas, os soldados viram que ela era estrangeira mas mesmo assim não só atiraram em sua direção como miraram sua cabeça. A moça de 21 anos perdeu o olho esquerdo e os ossos do olho, face e maxilar foram esmagados. Depois de ter passado por duas cirurgias pra reconstruir seu rosto, sua situação ainda é grave.
Como é que o mundo ainda pode considerar Israel como um país democrático? Ele impede os jornalistas de contar a verdadeira versão dos acontecimentos, coloca inocentes na prisão, viola todas as leis internacionais, fere e mata impunemente, reprime passeatas com bala e granadas e o mundo ainda acha que “Israel tem o direito de se proteger”? E quem vai nos proteger de Israel?
Eu queria pedir um favor a vocês. Não deixem o cinismo de Israel triunfar. Nós vamos deixar esses criminosos continuarem mandando e desmandando no mundo, assasssinando palestinos e estrangeiros calados? No mundo inteiro pessoas estão fazendo passeatas pra denunciar os crimes cometidos por Israel e mostrar solidariedade ao povo palestino. Vamos nos juntar à elas! Enquanto os presidentes dos países ocidentais se contentam de dizer que estão “chocados com o ataque aos barcos”, Israel voltou a bombardear Gaza e já matou três pessoas. Só pra provar mais uma vez ao mundo que quem faz a lei são eles e que nada nem niguém pode atingí-los. Está na hora de nós reagirmos!
Sandra C.
Ontem foi um dia de grande tristeza aqui na Palestina. Comos vocês já devem estar sabendo, Israel atacou os navios que levavam dez mil toneladas de ajuda humanitaria pra Faixa de Gaza, que sofre de bloqueio total há mais de três anos. Ando acompanhando as informações que saem no Brasil pela internet e acredito que tem muita coisa chegando até vocês, mas queria fazer o relato de quem está vendo isso tudo “do lado de cá”.
Pra justificar esse ataque bárbaro, que só pode ser classificado de terrorista, Israel está usando as desculpas de sempre. Segundo a declaração oficial que circula nas embaixadas de Israel do mundo inteiro, os soldados foram “atacados” pelos passageiros dos navios e abriu fogo “em legítima defesa”. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligencia vê o absurdo dessa afirmação. O exército israelense ATACOU com barcos, helicópteros e soldados armados um grupo de pessoas desarmadas, em águas internacionais, matando pelo menos dez e ferindo dezenas de pessoas. Me digam como é possível o governo israelense dizer que:
1- Israel tem o direito de proteger seu território de invasões estrangeiras (Mas o barco não estava em águas internacionais?)
2- os soldados israelenses têm o direito de se defender (Desde quando atacar um grupo pacifista não armado pode ser chamado de legítima defesa?)
Como se essas mentiras não fossem suficiente, Israel ainda acrescentou que os ativistas “não eram pacifistas, estavam armados e, o pior de tudo, eram terroristas ligados ao Hamas e talvez até a Al-Qaeda”. E, pra finalizar, que “não existe crise humanitária em Gaza” e que os navios não estavam levando ajuda humanitária e sim “fornecendo material ao Hamas”.
Depois desse festival de mentiras, vamos à algumas verdades:
-os 750 ativistas tinham entre 1 et 85 anos, incluindo uma ganhadora do prêmio nobel e um sobrevivente do holocausto e nenhum estava armado;
-as dez mil toneladas de ajuda humanitária incluía comida, remédios, dezenas de cadeiras de rodas e cimento ( que faz parte da lista de material proibido de entrar em Gaza);
-segundo o relato da brasileira que estava em um dos navios, os soldados já chegaram atirando e mirando a cabeça dos ativistas;
-Israel confiscou todas as camêras e telefones celulares dos ativistas pra impedir que qualquer imagem do ataque seja mostrada ao mundo (por enquanto só as imagens filmadas, e manipuladas, pelo exército israelense chegaram à mídia);
- foi totalmente proíbida a entrada de qualquer jornalista no porto de Ashdod, pra onde os barcos foram levados. Só Israel tem o direito de mandar (e manipular) as informações que chegam na mídia do mundo todo;
-os ativitistas, depois de terem sofrido esse ataque brutal e ter visto seus amigos serem mortos e feridos, foram levados imediatamente pra prisão de Beersheva, uma das piores do país. Os consulados do seus respectivos paises foram proibidos de entrar em contato com eles até hoje de manhã. Antes de deportá-los, Israel está tentando forçá-los a assinar declarações dizendo que eles entraram ilegalmente no país. Assim, os ativistas deixam de ser as vítimas e passam a ser criminosos;
-duas figuram emblemáticas da resitência não-violenta palestina se encontravam dentro de um dos navios: Sheikh Salah, um líder religioso, e Hwwaida, a fundadora do ISM (Movimento de Solidariedade Internacional). A história que corre por aqui é que o exército israelense atacou o navio com a clara intenção de eliminá-los. Até agora não se sabe ao certo o que aconteceu com os dois, já que a lista de mortos ainda não foi divulgada. Segundo algumas fontes Sheikh Salar foi baleado na cabeça e se encontra em um hospital israelense mas a informação ainda não foi confirmada.
Aqui todos esperavam ansiosamente a chegada dos navios e as notícias do ataque deixou a população em estado de choque. Foi decretado três dias de luto e a Palestina está parada. Ontem Israel fechou o check-point de Qalandia, o maior da Cijordânia, pra impedir que “terroristas palestinos entrem em Jerusalém”. Houve manifestações pacíficas em várias cidades daqui e todas foram violentamente reprimidas pelo exército israelense. Aqui em Belém a passeata que saiu da Igreja da Natividade em direção ao check-point foi interrompida no meio. Os soldados israelenses anunciaram que atirariam em qualquer pessoa que se aproximasse do check-point. Em Qalandia os manifestantes foram recebidos com granadas de gás lacrimogênio. Uma ativista americana foi ferida com uma das granadas. Segundo testemunhas, os soldados viram que ela era estrangeira mas mesmo assim não só atiraram em sua direção como miraram sua cabeça. A moça de 21 anos perdeu o olho esquerdo e os ossos do olho, face e maxilar foram esmagados. Depois de ter passado por duas cirurgias pra reconstruir seu rosto, sua situação ainda é grave.
Como é que o mundo ainda pode considerar Israel como um país democrático? Ele impede os jornalistas de contar a verdadeira versão dos acontecimentos, coloca inocentes na prisão, viola todas as leis internacionais, fere e mata impunemente, reprime passeatas com bala e granadas e o mundo ainda acha que “Israel tem o direito de se proteger”? E quem vai nos proteger de Israel?
Eu queria pedir um favor a vocês. Não deixem o cinismo de Israel triunfar. Nós vamos deixar esses criminosos continuarem mandando e desmandando no mundo, assasssinando palestinos e estrangeiros calados? No mundo inteiro pessoas estão fazendo passeatas pra denunciar os crimes cometidos por Israel e mostrar solidariedade ao povo palestino. Vamos nos juntar à elas! Enquanto os presidentes dos países ocidentais se contentam de dizer que estão “chocados com o ataque aos barcos”, Israel voltou a bombardear Gaza e já matou três pessoas. Só pra provar mais uma vez ao mundo que quem faz a lei são eles e que nada nem niguém pode atingí-los. Está na hora de nós reagirmos!
Sandra C.
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